
Os livros acima são de autoria do espírito J.W. Rochester psicografado pela médium Wera Krijanowsky.
J.W. Rochester foi um poeta e conde e sua vida foi narrada brevemente num filme estrelado pelo Johnny Depp: ” O Libertino”.
Quando peguei este filme na locadora eu não sabia que o libertino em questão era o conde Rochester, cujas obras acima eu já havia lido e apreciado muitíssmo. Fiquei surpresa ao saber que Rochester havia sido tão sensualista e, que durante as fortes consequências da sífilis, que o estavam corroendo vivo, tinha refletido o quanto sua vida foi mais difícil do que deveria ter sido, em função dos excessos.
Rochester foi um intelectual e nobre em seu tempo, além de ter tido fama de lindo e irresistível tanto para mulheres quanto para os homens (e não dispensava nenhum dos dois gêneros, mesmo naquela época).
Rochester não tornou-se um moralista em função dos sofrimentos quando ainda encarnado. Apenas usa seu conhecimento de nossas fraquezas e do quanto nossos sentidos podem ficar sob o doce encantamento de ilusões de poder pelos títulos, pela sedução da beleza ou pela opulência financeira. Ele se resfatelou na dança das delícias e com muita convicção do quanto adorava aquilo, sem culpa nenhuma. Assim, ele entende do assunto e sabe que pode ser difícil resistir, mas dá uns toques sobre maneirar nos excessos, através dos relatos históricos. Ser feliz e sentir prazer não é pecado. Os excessos é que não compensam por trazerem graves consequências, de várias naturezas, para quem os pratica. Não é castigo de um Deus castrador. Esse é o toque.
Mas um dia, Rochester, adoeceu e refletiu sobre as amizades que não tinha, o amor verdadeiro que desprezou, os objetos caros que não lhe restituíam a saúde e a solidão que não era paz de espírito.
Conheci seus livros antes de sua história e já adorava sua narrativa e sua maneira de falar sobre o temperamento e motivações dos personagens que ele nos apresenta.
Seus livros são relatos históricos sobre pessoas e lugares que existiram de fato e que já conhecemos pelos livros de História “oficial ” . Mas ele nos conta também a ” função espiritual ” dos acontecimentos e coisas que a História oficial não teria acesso.
É sempre uma leitura absolutamente indispensável para quem gosta de História e de livros espiritas, além de um livro bem escrito. Rochester era um letrado em sua época, conhecido pelo dom de escrever. E, de fato, ele sabe segurar um leitor. Os dons não se perdem na poeira dos tempo, né?
Vamos aos livros:
HERCULANUM – Como o próprio título diz, é a história dos últimos dias das cidades Herculanum e Pompéia que ficaram debaixo das cinzas do vulcão Vesúvio. Ele conta, por exemplo, que essas cidades eram de veraneio para os senadores romanos e outros abastados. Conta como foi que aconteceu e a gente vai acompanhando, hipnotisado, vendo, na mente, os acontecimentos. Conta também, o porquê daquilo ter acontecido.
O FARAÓ MENERPHTAH – Sobre Moisés, sua trajetória. Fala também da relação do faraó com Moisés e o porquê das coisas terem sido do jeito que foram as diferenças entre eles, que foram criados juntos. Faz muito tempo que li esse livro e a memória não é tão maravilhosa assim, mas lembro que gostei bastante e passei a entender algumas passagens bíblicas sem o dogma.
A ABADIA DOS BENEDITINOS – Este foi um livro que tive que dar um tempo de ler porque era muito “punk”. Imagine você, um sujeito que é filho bastardo de um nobre e alguém o coloca interno numa abadia para não receber sua parte na herança quando o pai do rapaz morre. Ou seja, lá vai ele seguir uma vida reclusa no clero, sem ter a menor vocação religiosa e lá aprende tudo o que não deveria aprender e faz tudo o que não se deveria fazer num lugar que se supõe de fé e amor em nome de Deus, Jesus Cristo e os “santos”.
Na abadia, não apenas existiam os herdeiros bastardos e indesejados das famílias, mas existiam também aqueles que entraram lá visando poder sobre membros da nobreza e exercer influência política, além de cometer abusos de ordem pessoal pelas cidadelas e vielas sem serem molestados pela justiça. Enfim, nem todo mundo estava lá por vocação. Tinha até ritual estranho de ocutismo na abadia. Não cheguei ao fim, mas vou retomar.
Para quem gosta de ficar “de cabelos em pé” , é um livrão. Rochester descreve os detalhes com uma precisão cirúrgica .
Bom, esses são apenas três dos mais de cinquenta livros do Conde J.W. Rochester.
Dê uma “googleada” no nome dele e pequise mais porque vale à pena saber sobre ele e seus livros. Eu farei o mesmo…